René Descartes
Salve, salve galera! Vou aproveitar a deixa do post anterior pra falar de um livro que li outro dia do tal René Descartes, filósofo francês, mas, que nessa ocasião, era um jovem soldado e durante seu período de descanso das batalhas que participava em 1619, acreditou ter descoberto o sentido fundamental de sua própria existência na Terra, a missão da sua vida: buscar uma ciência que unificasse todas as ciências, um método que unisse todos os conhecimentos humanos a partir de bases seguras.
O nome do livro é Discurso do Método no qual, segundo ele, um edifício, uma cidade ou uma legislação teriam melhor resultado se fossem atividade de um mesmo homem.
Embora colocando-se com muita humildade, acredita ter encontrado um método que vai ajudá-lo, gradativamente, galgar os degraus do conhecimento. Sempre desconfiado e duvidando de tudo, principalmente dos elogios dos amigos, procura ficar alheio ao senso comum e estuda de tudo (esse é nosso herói, que inveja!) procurando adquirir mais e mais conhecimento e experiência.
Já no início deixa bem claro que seu intuito com essa obra não é ensinar a ninguém o caminho das pedras, pois quem tem tal propósito deve considerar-se mais hábil que os outros e, como eu já disse, Descartes era a humildade em pessoa e não acreditava ser melhor do que ninguém. Apenas gostaria de deixar ali anotações, histórias que, se fosse da vontade de alguém, poderia servir para uns sem ser danoso para outros.
Para tal feito considerou o que chamou de moral provisória: ter respeito e obedecer as leis de seu país e também à religião na qual foi educado desde criança, ou seja, não ficar dando voltas quando estiver em dúvida e para não perder tempo seguiria sempre em frente mesmo que demorasse para concluir algo. Vencer a si mesmo antes de vencer o mundo era outra máxima, fugir dos desejos exteriores, saber que nada nos pertence a não ser nossos próprios pensamentos e, por fim, procurou trabalhar naquilo que realmente gostava o que o deixou de fato muito feliz e disposto a enfrentar qualquer obstáculo que, eventualmente, encontrasse pelo caminho.
Como eu já havia comentado, não tenho a pretensão, com este blog, de ser especialista em literatura e, muito menos em filosofia, somente expor minha relação com os livros, fazer comentários, ler comentários, trocar ideias e informações para ganhar conhecimento e experiência (como acabamos de aprender com nosso amigo René). Você já leu Descartes ou qualquer outro filósofo? Qual o seu preferido? Achou a minha resenha muito superficial?
Comente aí, dê sua opinião. Vamos falar sobre livros, filósofos, filmes, receitas de bolo, bula de remédios... "Tudo vale a pena se a alma não é pequena", já dizia certo Pessoa.
Um abraço,
Lois
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